Berlim com Kai na final da Champions League

Berlim com Kai na final da Champions League

Quando o Barcelona passou para as semi finais da Champions deste ano meu marido, fanático pelo Barça, comprou as passagens para Berlim. E não é que o Barça foi para a final!

Quando um clube vai para a final de campeonatos importantes ele tem direito a uma quantidade de ingressos, que é sorteada entre os sócios. E não é que o Toni foi sorteado!

Com todo este alto astral lá fomos nós à capital da Alemanha!

Normalmente pegamos metrô, trem ou ônibus para fazer os trajetos aeroporto/ hotel, porém desta vez chegamos muito tarde à Berlim e decidimos pegar um táxi. Para a nossa surpresa, o táxi tinha cadeirinha para bebes! Dos países onde já estivemos com o Kai, esta foi a primeira vez que vimos isto. Assim que, aí vai a dica, para ir à Berlim não precisa levar a cadeirinha do carro, é só pedir um táxi que a tenha.

Onde Ficar

Nós ficamos no Motel One Hauptbahnhof (Ótima localização! Em frente à estação de trem de Hauptbahnhof, principal estação da cidade). Esta é uma cadeia de hotéis com várias unidades repartidas pela cidade (e também pelo resto do país e alguns países vizinhos). A filosofia é “simples, limpo e prático“. Os quartos são pequenos (Este hotel tem quartos para famílias, porém não pudemos vê-los porque estavam todos ocupados.), mas muito limpos e decorados com bom gosto, o café da manha é bem gostoso (não incluído na diária) e o pessoal, embora execute diversas funções ao mesmo tempo, é muito atencioso. A unidade que ficamos tinha um bar muito bacana (com um painel com fotos e televisões bem interessante) e um pátio que o Kai adorou.

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O que fazer

Nem preciso dizer que a cidade estava cheia…camisetas do Barça e da Juve não faltavam. Entre isto e que somente tínhamos 2,5 dias, e Berlim é uma cidade que pede, no mínimo, uns quatro ou cinco dias, pegamos (pela primeira vez na minha vida) um ônibus turístico. Estes ônibus “hop-in hop-off” que têm diferentes rotas. No primeiro dia fizemos Berlim Ocidental e no segundo a parte Oriental. Pessoalmente não sou muito fã de pegar estes ônibus, porém tenho que admitir que, para ter uma ideia geral da cidade e monumentos principais, funciona. Não entramos em nenhum museu ou atrações (sei que é  uma pena, mas fica para a próxima vez). Já que fazia um tempo ótimo, decidimos curtir a cidade e os parques.

Fora as duas horas que ficamos no ônibus,  o resto do dia caminhamos pela cidade. Adoramos a zona da Hackescher Markt (uma praça no centro do bairro de Mitte, uma área mais “cool”) e o  parque Tiergarten. Este lugar é, simplesmente, incrível! E como se fosse o Central Park de Berlim. É  o mais antigo de Berlim e oferece tanto paisagens magnificas, como diversas áreas para recreação. Dá para passar o dia só nele!

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Depois fomos ao Sony Center, em Potsdamerplatz (projeto do arquiteto Helmut Jahn), que abriga diversos restaurantes, lojas e é onde está o Legoland). O Legoland de Berlim não é muito grande, mas os pequenos gostam mesmo assim.

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Entrada LegoLand

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Centro Sony Center

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Cobertura Sony Center

No final da tarde encontramos um grande amigo que estava morando lá e passeamos pela Ilha dos Museus (Museumsinsel) e pelo Mitte. Nestes bairros no verão, ao lado do rio, os bares fazem “praias” particulares…muito bacana! Depois, ele nos levou para jantar em um “biergarten” muito bacana chamado Clärchens Ballhous. Comida bem gostosa e um grande salão de baile no interior! A criançada adora!

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Dom de Berlim

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Museu Altes

No dia seguinte, dia da final, passamos a manhã inteira “em função” do Barça  (bom…o Toni o dia inteiro!). Tomamos café da manhã bem gostoso no Einstein Kaffe (uma rede de cafeterias) e fomos à porta de Brandenburg, onde estava montado toda a parte de merchandising da final. A partir de lá nos separamos: Toni para o campo e nós para uma parte tranquila da cidade.

Como eu queria passear com o Kai sem o tumulto de torcedores, passamos por Alexanderplatz (lá está o centro comercial que tem o mundo em miniatura e nele a maior maquete de trem do mundo), fomos até o Mauer Park(um.parque enorme que fica muito ceio no verão), descemos a Kastanienallee (uma rua com lojas e restaurantes bem alternativos e muito legais) e fomos ao parque Kollwitzplatz. Este parque é muito show! Com brinquedos para várias idades, caixa de areia e muitas crianças. Aqui passamos boa parte da tarde e voltamos para o hotel, Kai e eu, cobertos de areia e exaustos!

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No caminho de volta para o hotel passamos em frente a um “parque infantil de aventura“: Kolle 37. Para quem for à Berlim com crianças entre 6 a 16 anos, vale a pena dar uma conferida. O parque tem diversas atividades monitorizadas e um calendário repleto de diversão!

Tanto o Kolle 37 como o parque Kollwitzplatz ficam bem pertinho da estação Senefelderplatz (do U-Bahn).

Como a cidade estava muito cheia, tive receio de assistir o jogo na porta de Brandenburg e acabamos assistindo no hotel enquanto o Toni estava no campo.

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No último dia fomos visitar a parte Oriental da cidade, ver o “Muro” e outro pontos turísticos.

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Um programa que os pequenos adoram é o Aquário Sea Life e o AquaDom. Este “aquário” tem a particularidade de, além de ser um cilíndrico de 25 m de altura com mais de 1.500 peixes, ter tanques que começam no Rio Spree e desaguam no mar. 

Do pouco que pudemos ver, o que mais gostei foi a área do Hackescher Markt (uma praça no centro do bairro de Mitte), Senefelderplatz (parada do U-Bahn), Bairro de Winsviertel e Museumsinsel (Ilha dos Museus).

A cidade é muito “baby friendly“! As calçadas são bem cuidadas, arborizadas corretamente, há muitos parques bacanas e a maioria das estações de metrô e trem tem elevador. O transporte público é ótimo; o S-Bahn (Straßenbahn, o tramvia) e U-Bahn (Untergrundbahn, o metrô) chegam rapidamente a quase toda a cidade e periferia.

O nosso voo de volta saia de Hannover (2 horas de trem de Berlim). Quando compramos as passagens, compramos lugares reservados (também é possível comprar sem reserva e, se estiver cheio, ficar em pé). Na hora de pegar o trem, por incrível que pareça,  o trem estava atrasado. Não só isto, senão que também vinha sem um dos vagões que tinha quebrado. Conclusão: o trem mais parecia saindo da Central do Brasil! Os lugares reservados desapareceram… Então perguntei para o revisor se havia alguma maneira de solucionar o problema porque estávamos entre dois vagões, sem ar condicionado (e estava muito quente) com uma mala, o carinho do Kai. Aí entrou o “jeito alemão” de ser. Ele me disse: “É claro que sim, todos os vagões têm uma cabine especial para famílias e vou encontrar uma para vocês! ” Dito e feito, em 5 minutos estávamos sentados e tranquilos!

E assim acabamos outra aventura com o Kai pelo mundo!

Ana, mãe do Kai de 3 anos e da Noa de 2 meses. Arquiteta, mãe e passageira, seja para onde for a viagem. Ela adora viajar em família e mostrar diferentes países e culturas aos seus pequenos.

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