Purmamarca e o cerro de los 7 colores

Purmamarca e o cerro de los 7 colores

Purmamarca foi um dos destaques na nossa viagem pelo norte da Argentina. É lá que fica o Cerro de los 7 colores (Cerro das 7 cores), uma das paisagens mais lindas da região! A montanha tem, de fato, sete cores e é de tirar o fôlego! Cada um dos tons diferentes vem de uma era geológica, expondo milhões de anos.

Decidimos dormir em Purmamarca pois, além do Cerro deslumbrante, a cidade é um ótimo ponto de partida para conhecer Tilcara, Humahuaca, as Salinas Grandes, e para caminho para quem quer ir até o deserto de Atacama, no Chile.

Mesmo sabendo que era lindo, a chegada foi espetacular. Uma das melhores vistas da pequena vila com o Cerro atrás aparece 200 metros antes da entrada da cidade!

Centro_PrumamarcaA pequena e encantadora Purmamarca

Purmamarca é uma vila minúscula, com poucas ruas, alguns hotéis e hospedarias e menos de 2000 habitantes. Mas cheia de turistas. Ao redor da praça principal há muitas lojinhas vendendo tapeçarias coloridas que lembram muito os patterns peruanos. Há vários restaurantes pequenos e mercadinhos bem simples. A cidade é encantadora, como todas as casas são baixas, o tempo todo vemos o Cerro com suas sete cores, emoldurando a paisagem. Purmamarca é uma cidade no meio do deserto, e as cores da cidade remetem um pouco ao Marrocos.

Uma das maneiras de conhecer o cerro e dar a volta nele, é de bicicleta. Para a Luiza, as subidas era meio íngremes demais e acabamos indo a pé, as o Pedro foi de bike.

Aliás, minha primeira dica é “esqueça o cartão”, além de muitas lojinhas não aceitarem, e os preços ficavam bem melhores usando pesos, dinheiro vivo.

Cerro de los 7 Colores

Onde ficar

Ficamos em 2 hotéis diferentes. Na primeira noite ficamos no Colores de Purmamarca, um hotel muito bom e absolutamente perfeito para família. Os apartamentos tem 2 quartos (com dois banheiros), um deles tem cama de casal e o outro duas camas. No segundo andar tem uma sala e uma pequena cozinha completa, com fogão, microondas, geladeira, mesa, pratos e até churrasqueira. Mas o melhor de tudo não é o espaço e a estrutura, mas a vista que se tem do Cerro de los Siete Colores!!! Tudo aquecido, toalhas e lençois deliciosos.colores_purmamarca

Claro que o hotel não é barato, mas ficamos muito bem instalados, apreciando o melhor do local que é o Cerro, e ainda economizamos no jantar pois, como a estrutura da cozinha era muito boa, nesta noite, compramos um vinho argentino, talharim e comemos admirando a paisagem deslumbrante.

O hotel também tem piscina (para quem vai no verão) e uma jacuzzi quentinha, onde as crianças brincaram no fim da tarde. Também tem bicicletas disponíveis para os hóspedes, inclusive para as crianças. Fica muito próximo do centrinho.

Colores

Outra opção é o Hostal Posta de Purmamarca. Ficamos nele na noite seguinte (na volta da nossa tentativa de atravessar o Passo de Jama). Chegamos tarde e sem reserva, rodamos quase todos os hoteis e pousadas da região.

Segunda dica: Evite chegar em Purmamarca sem reserva de hospedagem, embora a cidade tenha muito hotéis, a quantidade de turistas é ainda maior!

Hostal Posta de Purmamarca

O hotel é muito simpático, as árvores tem roupa de trico, o jardim é bonito, há alguns brinquedos e 2 lhamas – mãe e filha! Ficamos em um quarto com uma cama de casal e uma se solteiro (a Luiza teve que ficar meio improvisada). Muito menos bem acomodados do que na noite anterior. Mas no hotel há quartos maiores, bastava ter reservado com antecedência!

Ele também é muito bem localizado (poucos passos do centrinho) e com vista para o Cerro, mas não dos quartos.

Hotel Posta Purmamarca

Onde comer

A melhor tortilla com queijo de rua que comemos foi em Purmamarca. Feita na hora e Custava 10 pesos.

Nosso jantar na segunda noite foi Tierra de Colores, um restaurante turístico, com música local ao vivo (bem agradável), com muitas crianças (apesar de barulhento). Comemos o de sempre, milanesas. A comida era ok, mas valeu a pena.

Cerro 7 cores

Purmamarca é, sem dúvida, um dos pontos altos desta viagem, minha última dica é, se puder, fique pelo menos 2 noites (quem sabe 3), para poder curtir a vibe, o clima da região!

 

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Patricia Papp é mãe do Pedro (13 anos) e da Luiza (8 anos) e ama viajar em família. É autora do livro "Como Viajar com Seus Filhos Sem Enloquecer" e "Praias do Nordeste com Crianças".

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