Vacinas para viagem

Vacinas para viagem

Se tem um assunto em alta ultimamente, são as vacinas. Da parte de pais e mães, não faltam argumentos contra e a favor. Já os médicos são quase unânimes: tem que tomar vacina, sim! E as vacinas para a viagem? Também surgem muitas dúvidas. Por isso, fomos consultar a Dra. Helena Ávila, médica pediatra e membro da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, autora do blog Dra. Helena, para saber o que fazer antes de embarcar em uma viagem com bebês e crianças pequenas.

 

Qual é a importância da vacina para viagem?

A importância do viajante se vacinar é, em primeiro lugar, para sua própria proteção contra doenças que possam existir no local para onde ele vai. Mas não podemos pensar apenas em nós mesmos. Ao estarmos protegidos, evitamos de levar doenças da nossa região para outras cidades e de trazer essas doenças para nossos vizinhos, amigos, conterrâneos. A falta da vacinação antes de viajar pode resultar em que o viajante adoeça e não aproveite seu passeio ou até mesmo em ser proibido de entrar no país para onde vai.

Que vacinas o bebê precisa tomar antes de qualquer viagem (nacional e internacional)?

Se você tem que se cuidar, imagine seu bebê. O mais importante é estar com o calendário de vacinas em dia. Além do avião, ônibus e outros meios de transportes coletivos serem um local de muita circulação de vírus e bactérias, quando chegar ao destino o bebê pode ter contato com diversas doenças que são preveníveis pelo calendário vacinal da criança. Então, ter o calendário em dia é imprescindível.

Aí entra a pergunta, “quando viajar com meu bebê?”

Não há legislação específica nem um consenso entre os médicos, os pais devem observar qual o local de destino e como chegarão lá. Como falei acima, os meios de transporte são locais cheios de vírus e bactérias, e devem ser evitados por períodos longos se o bebê não tiver pelo menos a primeira dose das vacinas. Outro ponto a se observar é sempre verificar se não está tendo surto de alguma doença da qual seu bebê ainda não está protegido naquele local. Por exemplo, na Europa está acontecendo um sério surto de sarampo, então o ideal é evitar esse destino antes que seu bebê tome as duas doses da vacina (aos 12 e 15 meses).

Quais vacinas estão no calendário básico (SUS) e quais precisam ser dadas em clinicas particulares?

O calendário básico do SUS é bem completo e protege contra a maioria das doenças. A grande diferença do particular e do público é que no particular algumas vacinas são combinadas, isso é, você leva menos picadas de injeção. Outra diferença é que algumas vacinas, como a pneumocócica e a meningocócica, possuem mais cepas, que são os tipos específicos da bactéria ou do vírus, ou seja, você estará um pouco mais protegido. A exceção no momento seria a vacina contra dengue, que só é disponibilizada pelo SUS nas cidades onde está tendo muitos casos. Então, se você está indo de um lugar que não há vacinação no SUS para uma cidade na qual há essa doença, o jeito é vacinar em uma clínica particular mesmo, lembrando que ela só está liberada para as idades de 9 a 45 anos.

Com quantos dias de antecedência a vacina deve ser tomada?

Não adianta correr para se vacinar na última hora! As vacinas precisam de um tempo para fazer efeito de no mínimo 10 dias. Lembre-se ainda mais que algumas vacinas exigem mais de uma dose, com intervalos de 30 dias. Então, tem que colocar as vacinas no planejamento da viagem para não as esquecer.

E os adultos, além das vacinas obrigatórias exigidas pelos destinos (febre amarela, por exemplo), devem tomar alguma vacina para viagem? 

A vacina que é exigida e pode barrar você nos aeroportos é a da febre amarela. Em países onde ela é exigida (lista disponível no site do Itamaraty e da OMS), os viajantes devem levar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), que é fornecido pela ANVISA. Porém, é sempre bom pesquisar quais doenças existem no destino e quais vacinas recomendadas, para não estragar sua viagem adoecendo quando deveria estar aproveitando! Muitos adultos não têm mais a carteirinha infantil, então, o ideal é que caso precise, tome novamente a vacina. Não tem problema, mesmo se tiver sido vacinado quando criança. Importante é estar protegido para aproveitar muito a viagem!

 

A Dra. Helena é pediatra, professora do ensino superior, tem MBA executivo em Gestão da Saúde e é membro da Associação Brasileira de Qualidade de Vida. Ela também é autora do blog Dra Helena, onde dá muitas dicas de maternidade, em especial para mães e pais de primeira-viagem! Ela é mãe da Cecília (2 anos), uma menininha linda que adora viajar! 

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Fernanda Ávila é jornalista, autora do Guia Nova York com Crianças, e mãe da Marina (13) e Olivia (7). Morou em Nova York e Lisboa e é sócia da Pulp Edições.

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