Japão: o tradicional hotel ryoakan com crianças

Japão: o tradicional hotel ryoakan com crianças

Com vocês, Liz, de 6 anos, contando como foi a experiência de passar um dia em um Ryokan, o tradicional hotel japonês, que costuma ter um onsen, que são águas termais:

ryokan
A gente pegou um ônibus e subiu uma montanha, que na verdade é um vulcão – mas que não solta fogo. Daí, chegamos e o ryokan era grande e bonito. Quando a gente entrou, o moço nossos sapatos e deu um tipo de chinelo japonês pra gente usar.

Depois, meu pai e minha mãe falaram pro moço que horas a gente ia querer jantar. Daí a gente foi numa sala com uma vista beeeem linda e tinha chá e docinho que não lembro o nome (ambos de de chá verde). Mas eu não quis nenhum e dei meu doce pro Theo.

Quando a gente chegou no quarto eu achei bem lindo também. Mas uma coisa estranha era que não tinha nenhuma cama. A gente abriu o armário e tinha um kimono pra cada um. Todo mundo colocou e a gente ficou bem engraçado.

Ofurô quentinho

Então a gente foi tomar banho, mas não era num chuveiro. Era assim: primeiro tinha que se lavar com um tipo chuveirinho. Depois a gente entrava – pelada! – numa banheira e a água era pelando. Um banheiro era pra menina e outro, pros meninos.

A água era tão quente que o Theo passou um pouco mal, mas depois ele melhorou. Era difícil de entrar, mas eu gostei porque era bem relaxante. Depois a gente entrou numa piscinininha lá fora (ofurô), que a água era quentinha também. Nessa o Theo não passou mal.

Daí a gente colocou nosso kimono voltou pro quarto e já fomos jantar, com o kimono. E a janta era gigantesca. Não era de escolher. A moça ia trazendo uma coisa atrás da outra. Precisava falar itadakimassu pra ela, que é “muito obrigada”, antes de comer. Arigatô fala depois de comer.

Eu não lembro de todas as comidas que tinha. Melhor perguntar pro Theo. Mas eram bem boas. Tinha peixe, macarrão… é bom tá com bastante fome na hora, né?

Duendes??

Quando a gente voltou pro quarto, eu acho que tinha uns duendes. Porque, de repente, do nada, já tinham os tatames no chão, que é tipo uma caminha japonesa, sabe? Eles não tavam lá antes.

Daí a gente escovou o dente e dormiu nos tatames, bem quentinhos. Foi legal.

Quando a gente acordou, fomos tomar café da manhã, com o kimono. Também tinha muita comida. Até peixe. Achei meio estranho comer peixe de manhã, mas tava bem bom. Tinha um iogurte gostoso também.

De algumas coisas eu não gostei tanto. Tinha uma azeda que nem o Theo gostou – e ele gosta de tudo.

Foto proibida

Daí, tomamos banho quente de novo. Minha mãe tirou foto e não podia. Mas ela tirou. Ficou bonita a foto.

Na saída, o homem devolveu nosso sapato. E minha mãe pediu pra ele tirar uma foto nosso na frente do ryokan, de tão bonito que era.”

ryokan

 

MInhas notassobre nossa estadia em um Ryokan

Como eu disse, ficar em um ryokan não é barato. Mas eu acho que vale economizar em outra parte da viagem (como fazer compras por exemplo), pra se hospedar em um, ainda mais se tiver onsen (banhos termais).

É um experiência totalmente diferente, que vai ficar colada na mente das crianças! Usamos esse site para fazer a reserva: www.japaneseguesthouses.com

Eu relaxo só de lembrar dos banhos de ofurô naquele lugar. E a comida – do jantar e do café da manhã – era inesquecível. Muitas das coisas eu não entendi muito bem o que era, mas amei mesmo assim 😉

 

 

 

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Mariana Della Barba é jornalista e mãe do Theo e da Liz. Desde a barriga, os dois já foram “contaminados” por aquele bichinho que dá coceira se a gente fica muito tempo em casa 😉 Ama levar os filhos para turistar mundo afora, mas também na sua própria cidade. Tanto que escreveu o guia “São Paulo com Crianças”, lançado pela Pulp.

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