Roteiro no Japão com crianças

Roteiro no Japão com crianças

Já imaginava que ia ser desafiador planejar uma viagem para o Japão. E ainda mais complicado um roteiro no Japão com crianças!

O que me ajudou muito foram as dicas preciosas de uma amiga querida, que havia visitado o país um ano antes e – melhor ainda – acompanhada da filha, que tem a idade do Theo.  

As conversas com essa amiga me ajudaram a bolar nosso roteiro básico, principalmente sobre quantos dias ficar em cada cidade e sobre quais atrações entrariam na nossa lista de imperdíveis.

Bom, vou tentar fazer aqui o papel dessa minha amiga (um beijo, Gi!) e contar um pouco do nosso roteiro básico. Para ir complementando de acordo com a preferência da sua família, tem mais dicas sobre nossa saudosa temporada nipônica

Roteiro no Japão com crianças

Dia 1 – Chegada a Tóquio

Fomos do aeroporto até nosso Airbnb, saímos pra jantar no bairro mesmo, voltamos e dormimos (a Liz capotou de sono no restaurante mesmo, minutos antes de o prato chegar!). Independente do aeroporto em que você vai chegar ou do horário, não acho muito prudente fazer grandes programações para o primeiro dia no Japão.

As 24 horas de fuso horário deixam qualquer um doidinho. Convém respeitar 😉

Ficamos em um apartamento térreo próximo à estação Okubo, alugado via Airbnb.

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Dia 2 – Tóquio: Museu Ghibli, cruzamento de Shibuya, restaurante Uobei

Estávamos com medo de visitar o Ghibli Museum logo no nosso primeiro dia “pra valer” em Tóquio. Medo de faltar energia pra ir a um lugar que estávamos ansiosos, porque somos fãs dos filmes do estúdio Ghibli. Mas só tinha ingresso para esse dia (é preciso comprar com muita antecedência!). E é claro que no fim deu tudo certo – aproveitamos super!

Saindo de lá, fomos conhecer o cruzamento mais famoso do mundo, em Shibuya. Um lugar bem louco pra tirar umas fotos do mundo de gente! E jantamos no Uobei, o restaurante que pra nós tirou 10 no quesito “bom, rápido e barato!” 

Dia 3 – Tóquio: Templo  Meiji Jingu, Harajuku, Shibuya

Começamos o dia explorando uma das coisas mais legais do Japão: visitar uma lugar bem tradicional, lindo e tranquilo bem no meio do agito da cidade.  E o templo Meiji Jingu – que fica dentro de um parque delicioso – é uma sugestão ideal para se ter ideia desse contraste.

Saímos de lá e caímos direto na loucura da Omotesando e Harajuku – meca das compras, seja de grifes ou de brechós muito loucos. Isso que eu chamo de contraste!

Dia 4 – Tóquio: Chiara bentô, feirinha UN University

Hora de aprender a fazer bentô – aquelas lancheirinhas japonesas, e com personagens! Foi uma aula que pelo Airbnb Experience* – um serviço do Airbnb em que você contrata passeios, cursos e afins acompanhados por anfitriões locais. Escrevi um post inteiro sobre essa experiência, porque toda minha família adorou!

Depois, fomos na feirinha de comidas e artesanato (meu ponto fraco em qualquer lugar do mundo!) da UN University, onde vimos muitas comidas diferentes e um ambiente igualmente delicioso!

Dia 5 – Tóquio: Visita a amigos

Nesse dia, saímos para passear com uns amigos do meu marido que moram no Japão há muito tempo. Foi ótimo! Além do passeio em si, valeu também por ser um dia diferentes, em que não estávamos só nós quatro. Esse tipo de “pausa” na dinâmica é ótimo, especialmente para acalmar os ânimos entre irmãos que tretam igual ao Theo e a Liz  😉

Dia 6 – Tóquio pra Kyoto: trem-bala e Fushimi Nari

Hora de pegar o aguardado trem-bala (chamado de Shinkansen) e ir para Kyoto, essa cidade adorável!

Depois de nos instalar no nosso Airbnb, fomos direto para um dos cartões-postais – o templo de Fushimi Inari, aquele que tem os “portões” (toris) vermelhos. Não dá para explicar o quanto esse lugar é encantador e absolutamente imperdível

Fomos praticamente os últimos a sair. E a ideia de comer algo rápido ali das redondezas foi miando, porque parecia estar tudo fechado. Até que a uma quadra do tempo encontramos um micro restaurante de lámen chamado  Kyotoshoryu (27-17 Fukakusa Ichinotsubochō, Fushimi-ku, Kyōto-shi, Kyōto-fu).

Foi um dos melhores que comemos na vida!

Dia 7 – Kyoto: Floresta de bambu, Tempolo Kiyomizu Dera e bairro Gion

Pegamos o trem da linha JR para visitar a famosa Floresta de Bambu (Arishiyama). Achei lindíssimo. Mas tenho que dizer que foi uma decepção para o Theo e a Liz, já que eles havia uma cerca protegendo os bambus.

E, claro, eles queriam estar no meio dessa floresta louca e não apenas observá-la. Há um templo com jardim e lago a poucos passos da floresta que vale a visita e Arishiyama em si tem mil opções de restaurantes e lojinhas fofas.

À tarde, corremos de volta para Kyoto para dar tempo de ir ao templo Kiyomizu Dera. De novo, sem palavras. Nenhuma foto faz jus à beleza e à energia desse lugar.

Em seguida, passeamos pelo bairro Gion e jantamos na famosa ruazinha beira rio com dezenas de restaurantes colados um no outro. Optamos por comer Okonomyaki – uma espécie de panqueca que meu marido e o Theo amam, enquanto eu e a Liz bem nada demais em se tratando de comida japonesa. Eu acho bem um mexidão daqueles de comer em república 😉

Dia 8 – Kyoto: bate e volta pra Nara

Mais um passeio imperdível. Eu sei, são muitos, por isso faça esse favor a você mesmo e vá com tempo para o Japão. Pegamos um trem e desembarcamos em Nara. Ainda dentro da estação tem um supermercado excelente e barato. Pegamos muitas bandeijinhas de sushi e almoçamos na beira do lago. Delícia de piquenique!

De lá, fizemos um curso de origami grátis no centro de turistas e, em seguida, fomos visitar o parque dos cervos.

Foi uma experiência que as crianças gostaram tanto que prometo escrever um post dedicado a ela e a visita ao buda gigante – outra atração de Nara.

 

Dia 9 – Kyoto: bate e volta para Hiroshima e Myiagima

Único dia da viagem que eu mudaria um pouco. Não gostei de Hiroshima, especialmente por não estar no clima de contar para as crianças toda bomba atômica. Meu marido e o Theo foram no museu e gostaram.

Já eu e a Liz fomos para a encantadora ilha de Myagima. Um lugar belíssimo, mas que exige um tempo para chegar, com trem e balsa. Queria muito ter ido mais cedo!


Dia 10 – Kyoto: mercado de Nishiki e jantar no Kichi Kichi

Aproveitamos a manhã no bairro, compramos frutas na quitanda, trocamos dinheiro no banco – muita dificuldade e muitas risadas por conta da língua. Visitamos o mercado de Nishiki, um paraíso para quem gosta de experimentar comidas exóticas.

E jantamos no Kichi Kichi, que é super divertido mas não achei que valeu o custo benefícios.

Dia 11 – Kyoto: Pavilhão Dourado e trem para Hakone

Nosso último dia em Kyoto foi dedicado ao templo Pavilhão Dourado (ou Golden Pavilion). É bem lindo mas gostei bem mais do Kiyomizu-dera.

Não dá pra entrar no templo dourado. É só ver por fora, sendo que o mais impressionante é vê-lo refletido lago que fica ao redor, que funciona como um espelho.

Ou melhor, funcionaria…. Porque fomos num dia meio nublado, meio ventinho . Então nada de refletir no lago e nada de dourado cintilando com os raios de sol.

Dia 12 – Hakone: banho e jantar no Ryokan

Ryokan é um tipo tradicional de hotel japonês – com jantar super típico, tatames no quarto e tudo mais – e pode incluir banho no “onsen”, que são  fontes termais.

Ficamos no Mikawaya Ryokan – caro, mas valeu cada centavo! Valeu tanto que esse lugar fofo ganhou um post só pra ele 😉

Dia 13 – Hakone: Passeios, Open Air Museum e volta pra Tóquio

Saímos para conhecer essa cidade fofíssima, passeamos de teleférico (deu pra ver o Monte Fuji) e de navio, beirando uma paisagem lindíssima.

Mas o ponto alto foi a visita a um museu a céu aberto, no Hakone Open Air Museum, que abriga uma obra considerada pelos meus filhos o parquinho mais legal do mundo.

Dia 14 e 15 – Tóquio: Palácio Real e Ginza

Na reta final de nossa viagem, voltamos ao Uobei para nos despedir. Também visitamos os jardins do Palácio Real – vale ficar atento para o fato de o lugar ser imenso; por isso, se tiver calor, visite só o jardim japonês, que é a parte que achei mais linda.

Também batemos um pouco de perna por Ginza, o bairro chique e das lojas famosas do Japão. Mesmo para pessoas poucas consumistas como eu, é irresistível dar um pulinho nas maiores Uniqlo e Muji que você já viu na vida. Se você curte papelaria, visitar a Itoya pode ser um perigo imenso para o seu bolso!

E, pra finalizar, aproveitamos uma tarde chuvosa para visitar essa espécie de parque de diversões fechado chamado Sky Circus. Mas não vou dar spoiler pra não estragar um post exclusivo sobre ele aqui nessa série Japão com crianças 😉

 

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Mariana Della Barba é jornalista e mãe do Theo e da Liz. Desde a barriga, os dois já foram “contaminados” por aquele bichinho que dá coceira se a gente fica muito tempo em casa 😉 Ama levar os filhos para turistar mundo afora, mas também na sua própria cidade. Tanto que escreveu o guia “São Paulo com Crianças”, lançado pela Pulp.

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