Cidades históricas de Minas com crianças – Ouro Preto

Cidades históricas de Minas com crianças – Ouro Preto

Dessa vez resolvemos que as férias seriam diferentes: que tal levar nossas crianças para conhecer um pouco mais da história do Brasil? Ao invés de resorts com recreação 24h por dia, parques de diversões ou praia, dessa vez seriam ruas, praças, Igrejas (muitas Igrejas), pequenas pousadas e muita gastronomia. E assim resolvemos ir para as cidades históricas de Minas Gerais. Atravessando as lindas paisagens da Estrada Real, levamos nossos filhos para uma viagem no tempo: Ouro Preto, Mariana, CongonhasTiradentes, São João Del Rei. Bastante história, paisagens rurais, natureza e muita comidinha gostosa mineira.
Um ano antes já havíamos experimentado uma longa viagem de carro com os três. Mesmo sabendo que haveria momentos em que um não aguentaria ficar ao lado do outro no carro (sim, eles brigam, eles se cansam, têm fome, sono, se irritam e se provocam bastante), consideramos que a experiência valeria à pena. E não nos arrependemos. Afinal, tudo isso faz parte do pacote “viagem em família”: aproveitar ótimos momentos juntos, mas também exercitar o “amai ao próximo como a ti mesmo” intensamente, já que os próximos, nesse caso, estão muito próximos, o tempo todo…
 

1ª parada – Ouro Preto

Saindo de carro de Belo Horizonte (fomos de avião de Curitiba a Belo Horizonte e locamos um carro, que pegamos já no
aeroporto) fomos direto para o nosso primeiro destino: Ouro Preto.  Optamos por ficar no agitado centro histórico, para fazer os passeios à pé, subindo e descendo todas as ladeiras da cidade.
Ficamos no Solar do Rosário, que é também uma atração histórica: um casarão de 1840, lindamente decorado,
onde fica também o delicioso Senhora do Rosário, sem dúvida o melhor restaurante da cidade. O almoço de boas vindas foi um sinal de que em Minas comeríamos muito bem.

Nosso quarto era um sonho e a cama com dossel fez minha pequena Laura imaginar-se em um castelo. O hotel tem ótimas
acomodaçõe
s, com a opção de um apartamento com dois quartos, acomodando nós cinco tranquilamente (quando se tem uma família de cinco pessoas esse é um dado importante na escolha, pois a maioria dos hotéis exige que sejam dois quartos, onerando muito a estadia).
 
Caminhamos muito pela cidade, nos três dias que ficamos ali. São inúmeras Igrejas e museus para visitar. Mas o que vale
mesmo é o passeio pelas ruas apertadas, de pedras irregulares, olhando o casario colorido do centro. O clima da Copa e das festas juninas deixou a cidade ainda mais colorida.
As Igrejas são muitas e maravilhosas. Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar, Igreja Nossa Senhora do Rosário, Santuário da Imaculada Conceição, São Francisco de Assis e tantas outras. Mais ouro do que as crianças jamais pensariam ver e muitas obras do Aleijadinho. Cada visita uma oportunidade de aprender mais sobre o Ciclo do Ouro, o Brasil Colonial, os escravos e nossa história. O Museu do Oratório tem um acervo é lindo e variado. Aliás, as casas marcadas com cruzes de fita, os santinhos em cima de cada porta e as Igrejas espalhadas por todos os lados da cidade dão a medida da fé cristã do povo mineiro.
Os horários das Igrejas variam bastante, algumas fecham as 16h, outras as 17h, assim como os museus, e muitas fazem intervalo no horário de almoço. Vale a pena consultar os mapas disponibilizados nos hotéis ou centro de visitantes, que normalmente indicam as principais atrações das cidades com horários de funcionamento conforme dias da semana.

E com tanta pedra sabão, claro que voltamos para casa com algumas, para que as crianças pudessem esculpir suas próprias
lembranças de Minas. Depois de ver os artesãos decorando taças, ovos e potinhos de pedra, não teve o que demovesse meu menino de 8 anos da ideia de também fazer artesanato. Um ovo de pedra sabão, alguns bichinhos e copinhos (tem que
ser sem verniz) – à venda por R$ 2,00 ou R$ 3,00 em qualquer esquina nas milhares lojinhas de artesanato das cidades históricas – e um palito de metal (desses de manicure mesmo) foram o presente de viagem mais esperado por ele.
 
 
  • Essa semana inteira será especial Minas Gerais com crianças! Todos os dias, um novo post da viagem da família da Marina. Continue acompanhando! 

 

 
Marina (39 anos) é advogada e mãe de Enzo (11 anos), Marco (8 anos) e Laura (6 anos)
 
 

1 comentário

  1. ResponderJuliana

    obrigada pelas dicas, vi seu texto antes de viajar e, agora que voltamos, dou minhas dicas tb:
    Fui com meus filhos de 8 e 3 anos, e além dos museus e igrejas fomos a duas minas, a Mina da Passagem (do século XIX) e a Mina Chico Rei (do século XVIII, toda aberta A MÃO!!! Impressionante). Eles adoraram a “aventura”, ouvir a história dos escravos e mineiros e foi mais fácil fazer o link com os museus e o ouro da igrejas.
    A segunda dica é visitar a casa que foi do pai de Aleijadinho, ao lado da igreja da Conceição, a construção do século XVIII está conservada e o casal que mora lá é muito receptivo.

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