Acampamento com filhos em Florianópolis

Acampamento com filhos em Florianópolis

Quando conto que eu e meu marido fomos acampar com o Francisco, de três aninhos, em pleno Carnaval, em Florianópolis (SC), a reação das pessoas é 99% das vezes a mesma: choque! Por isso, decidi relatar nossa experiência fantástica no Camping Parque do Rio Vermelho, na costa leste da capital catarinense, pertinho da Lagoa da Conceição. Um dos programas mais legais que já fizemos com o pequeno!

Não sabia na época, mas um estudo realizado pelo Instituto de Educação da Universidade de Plymouth, constatou, em maio do ano passado, que crianças que acampam ao ar livre pelo menos uma vez por ano têm melhor desempenho escolar, além de serem mais saudáveis e felizes. Hoje acho isso até meio óbvio!

Primeiro acampamento com a família

Nunca havíamos acampado. A ideia veio com o convite de um casal de amigos, acostumados a levar os filhos pequenos nesse tipo de aventura. Recomendo fazer assim da primeira vez, seguir com quem já tem experiência. Dá mais confiança, e a boa companhia, claro, é um diferencial incrível!

Acampar é para todos os bolsos, mas acredito que certos investimentos valem a pena. É o caso da barraca, por exemplo. Não adianta comprar uma barateza (tem muita opção a partir de R$ 170 – nova) se você não for se sentir confortável. Daí, não dá para passar nem duas noites que vira perrengue. Decidimos investir nisso, em 10 parcelas. Compramos uma barraca família de três ambientes: o quarto do Francisco, o nosso e a sala. Aguenta chuva e vento, é bem ventilada e espaçosa (meu marido tem 1,92m de altura). Na loja de artigos esportivos, dá para se perder, mas fomos contidos e levamos apenas o que, para nós, era essencial como colchão inflável e uma mesa dobrável. Está aí mais uma vantagem de ir em grupo, já que muita coisa pode ser compartilhada. 🙂

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Saímos de Curitiba no sábado, bem cedinho, e chegamos no camping perto do almoço. Na recepção, uma equipe de voluntários deu as boas-vindas e apresentou as regras. Por ser uma área de preservação ambiental, o local está sujeito a legislações específicas. Não é permitida a entrada de animais domésticos, por exemplo, e o horário de silêncio é sagrado: das 23h às 7h. Mesmo fora desse período, som alto e gritaria não são bem-vindos, algo que realmente me agradou – lembre-se: era Carnaval! O lixo, coletado periodicamente, também tem regras rígidas – amo! – e sua separação é feita em 3 categorias: recicláveis secos (como pacote de bolacha, latas, garrafas…), compostáveis orgânicos (casca de frutas, restos de comida)  e rejeitos (guardanapo, borra de café, carvão…) . Vivendo e aprendendo!

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Ok, não se trata de um camping padrão, mas de uma unidade de conservação em meio à Mata Atlântica. São 3 hectares de área de acampamento para 600 barracas e trailers muito bem acomodados entre centenas de árvores que, juntas, fazem uma enorme “sombra coletiva”. Não bastasse o verde, o frescor, o astral, uma trilha dá acesso direto à Praia do Moçambique – perfeita para o surfe, windsurfe e kitesurfe – praticamente particular! Sério! E ainda tem banheiros com chuveiro quente, área de lazer com quadras esportivas, parquinho, quiosques com churrasqueiras, estacionamento, áreas para lavar roupa e louça, vigilância 24 horas e, sim, wi-fi (só para emergências, né, pessoal?). O restaurante é barato, muito simples, mas gostoso, com opções integrais, vegetarianas e orgânicas.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Passamos quatro dias e não faltou o que fazer com os pequenos. Além das atividades nas áreas comuns, onde também teve apresentações artísticas voluntárias, como teatro e show de palhaços, tudo era uma aventura: montar a barraca, fazer o almoço, lavar a louça, tomar banho, catar pinhas, caminhar pela trilha até a praia… À noite, a lanterna era a principal atração, além de observar as estrelas, os pequenos insetos e tentar identificar os sons dos animais. Mesmo exausto, depois de tanta atividade, Francisco seguia empolgado com o simples fato de “dormir na barraca”. Livros, papéis e lápis de cor e quebra-cabeça também foram bem cotados, fora os brinquedos de praia, claro.

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Costa da Lagoa

Um passeio imperdível para quem fica no Parque do Rio Vermelho é até a Costa da Lagoa. A 3 km do camping (nem 5 minutos de carro) fica o terminal lacustre da Lagoa da Conceição, com transporte de barco para um vilarejo de pescadores, com alguns dos melhores restaurantes da ilha. O percurso é rápido e custa R$ 15 ida e volta. É lindo, a água é quentinha e transparente. Ainda tem uma cachoeira linda, que vale a pena conhecer depois do almoço. É rápido e fácil de chegar. É só perguntar a direção para qualquer pessoa que encontrar por lá. O Francisco amou!

Água delícia na Lagoa da Conceição, no terminal para a Costa.

Água delícia na Lagoa da Conceição, no terminal para a Costa.

Cachoeira na Costa da Lagoa.

Cachoeira na Costa da Lagoa.

Depois de tantos momentos 100% conectados à natureza e a nós mesmos, decidimos que faríamos desse camping, pelo menos uma vez por ano, o destino da nossa família. Que Francisco teria as melhores memórias possíveis desse nosso refúgio. E que eu não me cansaria de dizer para todas as mães que conheço (ou não conheço ainda): desligue o celular e acampe com seus filhos. Eles vão agradecer! ♥ ♥

 

Camping Parque do Rio Vermelho

Telefone: (48) 9808-1375
Emailparquedoriovermelho@gmail.com
Localização: Rodovia João Gualberto Soares (SC-406), km 14 – Rio Vermelho – Florianópolis/SC CEP 88058-300
Acessos: saindo do Centro rumo ao Leste da Ilha pela SC 406, passar pela Lagoa da Conceição, Praia Mole e seguir sentido Barra da Lagoa. Outra opção é, saindo do centro, rumo ao norte da Ilha, passar pela Praia dos Ingleses e seguir sentido Rio Vermelho.
Quanto custa:
R$ 25 por pessoa (em barraca)
R$ 30 por pessoa (em trailer)
Crianças até 5 anos não pagam e de 6 a 12 pagam meia.
Reservas são necessárias apenas no período da virada de ano e no Carnaval.
Pagamento na chegada, em dinheiro.
Mais informações:
https://campingriovermelho.wordpress.com

 

Mariana Leodoro é a mãe do Francisco, de três anos, e editora de conteúdo da Pulp Edições.

 

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2 comentários

  1. ResponderBruna

    Que delícia de camping! Realmente são poucos os que são assim, com normas certinhas e responsabilidades ambientais! Adorei o post e a viagem com as crianças! Eles com certeza agradecem 🙂

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