Guaraqueçaba: trilhas, cachoeiras e comida boa no litoral do Paraná

Guaraqueçaba: trilhas, cachoeiras e comida boa no litoral do Paraná


Neste feriado fomos para Guaraqueçaba, um pequeno município que fica no litoral do Paraná. É possível chegar lá de carro mas como a estrada é bem rústica, a melhor maneira (e bem mais simpática) é ir de barco por Paranaguá.

Dormimos em Paranaguá para pegar o barco de manhã cedinho. Como estávamos em 8 pessoas valeu a pena pegar uma lancha rápida: em 40 minutos chegamos no nosso destino. O barco de linha sai as 9h e leva 2 horas e meia.

No porto de onde saem os barcos para Guaraqueçaba, também saem os barcos para Ilha do Mel e Superagui.

A vila é bem pequena e super tranquila, a maioria das pousadas é bem simples e não tem nenhum luxo (frigobar, ar condicionado, etc). Ficamos na Guarakessaba, em um quarto com uma cama de casal e um beliche. Simples, mas tem chuveiro quente e lençois e toalhas limpos e cuidados.

Salto Morato

Depois de nos instalarmos, almoçamos e fomos conhecer a reserva onde fica a cachoeira de Salto Morato. Ela fica dentro de uma área de Mata Atlântica reconhecida pela Unesco como Sítio do Patrimônio Natural da Humanidade e é mantida pela Fundação O Boticário.

Na entrada há explicações, maquetes, fotos e um vídeo sobre o passeio. Quando começamos a trilha em direção as piscinas naturais o Pedro ficou encantado, reparava em todos os detalhes. Desde nossa viagem para Amazônia não via ele deste jeito. A trilha, passando pelo aquário natural até a cachoeira tem 1500 metros e é bem aberta e tranquila. Para chegar até a enorme figueira leva mais de uma hora, e é necessário ir com um guia. Não fomos porque o parque fecha as 17h30 e não daria tempo.

Um detalhe importante: como é possível ver pelas fotos, o tempo estava bastante instável mas como a mata é relativamente fechada, isto não atrapalhou os passeios.

“Calçada da fama” dos animais que habitam a reserva: corujas, micos e até onças

Ponte pencil antes de começar a trilha

O Pedro não teve dúvidas e pulou na piscina natural.

Quando a Luiza viu a cachoeira falou que parecia um véu de uma noiva. A queda é enorme e linda.

Mais aventura

No dia seguinte fomos passar o dia em Superagui (clique para ver o post) e no último dia ainda deu tempo de fazer mais uma aventura. Para quem gosta de trilhas com mais desafios, subir o morro é imperdível. Lá em cima visual é incrível. A subida não demora muito, mas a trilha é mais estreita e escorregadia.

A conclusão da viagem é que meus filhos adoram destinos com natureza e aventura!

Gastronomia local

Comemos muito bem em todas refeições. No Barbosa recomendo a casquinha de siri e no Guaricana pedimos um camarão na morango delicioso.

Mas ficamos apaixonados pela Mercearia Rodrigues: um local super tradicional com petiscos gostosos que, depois que passou para o comando do filho do Sr. Rodrigues, tem uma seleção de cervejas gourmet, detalhes simpáticos na decoração e música boa. Acabamos indo lá todos os dias, nem que fosse para tomar uma cervejinha. O pastel de palmito é imperdível.

Outras opções de pousada:

Bambuza: a mais charmosa, mas só aceita crianças maiores de 12 anos.

Pousada do Biguá: não conheci os quartos, mas a entrada é muito simpática.

Patricia Papp é mãe do Pedro (13 anos) e da Luiza (8 anos) e ama viajar em família. É autora do livro "Como Viajar com Seus Filhos Sem Enloquecer" e "Praias do Nordeste com Crianças".

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4 comentários

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